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Protesto do Hezbollah termina com mortos e feridos no Líbano

Por Cabn em 14/10/2021 às 08:32:16
Manifestação exigia a destituição do juiz responsável pelo processo sobre a explosão que ocorreu em agosto de 2020 no porto da capital Beirute, que mandou prender um deputado. Soldados do Exército patrulham rua de Beirute em 14 de outubro de 2021 após tiros serem disparados perto do local de um protesto contra o juiz Tarek Bitar, que está investigando a explosão do porto da capital do Líbano no ano passado

Mohamed Azakir/Reuters

Uma manifestação dos movimentos islâmicos Hezbollah e Amal em Beirute, capital do Líbano, terminou em tiros, mortos e feridos nesta quinta-feira (14).

A agência de notícias France Presse diz que uma pessoa morreu e outras oito ficaram feridas. A vítima foi baleada na cabeça e três dos feridos estão em estado crítico, segundo a médica Mariam Hassan, do hospital Sahel, nos arredores de Beirute.

A agência Reuters diz que são quatro mortos, inclusive uma mulher atingida por uma bala dentro de sua casa, citando uma fonte militar.

Mulher segura as mãos de crianças e corre na saída da escola após o início de um tiroteio em Beirute, capital do Líbano, em 14 de outubro de 2021

Mohamed Azakir/Reuters

A manifestação exigia a destituição do juiz Tarek Bitar, responsável pelo processo sobre a explosão que ocorreu em 4 de agosto de 2020 no porto da cidade.

A tragédia causou a morte de pelo menos 214 pessoas e feriu mais de 6 mil, além de destruir vários edifícios na capital libanesa.

O Hezbollah e seus aliados diz que o juiz está politizando a investigação.

Na terça-feira (12), Bitar emitiu um mandado de prisão contra Ali Hassan Khalil, deputado e ex-ministro das Finanças que é membro do Amal e aliado do Hezbollah.

Na sequência, viu-se obrigado a suspender a investigação. Dois ex-ministros apresentaram uma denúncia contra o magistrado, a qual foi indeferida nesta quinta-feira. Com isso, ele retomará seu trabalho.

Esta questão está prestes a implodir o recém-formado governo libanês, após um ano de bloqueio político.

Fonte: G1

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