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Hospital do Rim em SP vai começar a testar em pacientes transplantados soro anti-Covid desenvolvido pelo Butantan

Por Cabn em 18/10/2021 às 16:17:34
Material, produzido a partir do plasma de cavalos, não substitui a vacina, mas é uma possibilidade de tratamento para diagnosticados com a doença. Testes foram autorizados pela Anvisa no início de maio. Entenda como funciona o soro anti-Covid

O Hospital do Rim, na Vila Clementino, Zona Sul da cidade de São Paulo, vai começar nas próximas semanas a testar o soro anti-covid em pacientes transplantados.

Produzido pelo Instituto Butantan, o soro não substitui a vacina, mas é uma possibilidade de tratamento para diagnosticados com a doença.

Nos próximos dias, os médicos do hospital do rim vão selecionar os voluntários. Ainda não há prazo para divulgação dos primeiros resultados.

Os testes também serão feitos em 30 pacientes com câncer do Hospital das Clínicas. Na segunda fase, devem participar um número maior, de 558 pacientes transplantados e oncológicos.

Em maio deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início dos testes em seres humanos.

O material, feito a partir do plasma de cavalos, aguardava liberação da Agência desde o final de março, quando o pedido foi submetido à Agência pelo Instituto.

Soro anti-Covid: entenda como anticorpos de cavalos podem ajudar em novo tratamento contra o coronavírus

O objetivo do soro é amenizar os sintomas nas pessoas já infectadas. Ele não é capaz de curar nem de prevenir a doença.

O instituto tem 3 mil frascos prontos para os testes. O objetivo é descobrir qual a dose necessária para obter os efeitos desejados.

Soro anti-Covid está em desenvolvimento pelo Instituto Butantan, em Sâo Paulo

Instituto Butantan/Divulgação

Produção do soro

Para a produção do soro, os técnicos retiram o plasma - que faz parte do sangue - do cavalo e levam para a sede do Butantan, na Zona Oeste de São Paulo. Os anticorpos são então separados do plasma e se transformam em um soro anti-Covid.

Os cavalos, além de ajudarem a produzir o soro, participaram dos testes. O vírus inativo não provoca danos aos animais nem se multiplica no organismo, mas estimula a produção de anticorpos.

No início de março, Dimas Covas disse que os testes feitos em animais apontaram que o soro é seguro e efetivo.

"Os animais que foram tratados tiveram seu pulmão protegido, ou seja, não desenvolveram a forma fatal da infecção pelo coronavírus, mostrando que os resultados de estudos em animais são extremamente promissores e esperamos que a mesma efetividade seja demonstrada agora nesses estudos clínicos que poderão ser autorizados."

Fazenda onde do Butantan onde os testes foram realizados

Reprodução/TV Globo

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Fonte: G1

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